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Capitalismo, Consumismo e Vida Cristã

Este artigo não visa entrar na discussão capitalismo vs socialismo, até mesmo por que não concordo 100% com nenhum dois e o capitalismo já se demonstrou historicamente superior ao socialismo. Não acredito também que o consumismo seja necessariamente causado pelo capitalismo, uma vez que cabe a nos a responsabilidade de controlar nossos instintos.

 

O que trago aqui é uma reflexão sobre o papel do consumismo e do desejo de ter riquezas na vida cristã. Começo com a pergunta: é pecado querer ter uma vida melhor? Não consigo encontrar na Bíblia Sagrada nenhuma proibição ao desejo de ter uma vida mais estabilizada economicamente. Vejamos alguns textos:

 

Aquele que roubava, não roube mais; pelo contrário, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com quem está atravessando um período de necessidade. Ef 4:28

Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. IITs 3:10

Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. ITm 6:10

 

Esses textos em nenhum momento proíbem alguém de ter uma vida financeira melhor, mas incentivam o trabalho. E quem trabalha necessariamente passa ter uma vida melhor, no mínimo melhor que um desempregado sem dinheiro. Veja que ITm 6:10 não condena o dinheiro em si, mas o amor a ele. O problema nasce quando o consumismo toma conta da vida do cristão, fazendo com que ele sempre queira ter o novo lançamento de celular, o novo modelo de computador, o novo lançamento de carro e outros.

 

Dessa forma, a pessoa não tem mais tempo para a família e para buscar o Senhor, pois trabalha o dia todo e a semana toda. Os adventistas e judeus tentam trazer uma solução que é a guarda literal do sábado. Assim, a pessoa fica obrigada a pelo menos um dia a buscar a Deus. Mas creio que o problema é mais profundo. Esquecendo um pouco o aspecto teológico e abordando mais a parte prática, o cristão pode ficar sem trabalhar no sábado e ainda sim ficar com a mente e o espírito ligados somente nos bens materiais que irá comprar na semana seguinte. A solução está mesmo numa mudança gradual de postura e visão sobre o mundo.

 

Outro grave problema que vejo que afeta a vida espiritual da cristandade, é quando a lógica acumulativa capitalista entra na direção de uma denominação. Quem conhece um pouco de economia sabe que para um país é ótimo acumular riquezas, uma igreja nem sempre. Uma igreja contaminada pela lógica do capitalismo pode inverter seu modo de trabalhar de arrecadar dinheiro e depois em investir em vidas, para reunir pessoas e depois lucrar com elas. A própria teologia da prosperidade é uma aplicação do capitalismo na teologia.

 

Em tempos de tanta espiritualidade vazia, é sempre bom lembrarmos-nos da carta de Cristo a igreja em Laodicéia em Apocalipse 3. É uma contundente exortação a uma igreja que tinha perdido seu foco. Pensava ela que seus bens a salvariam, porém Cristo tinha desejo de vomitá-la. A igreja pós-moderna precisa aprender essa lição. Não adianta hoje termos programas de televisão e rádio, cadeiras confortáveis, artistas, templos lindos e pastores com mestrados e doutorados se nos perdermos em nossa visão. É melhor uma igrejinha no meio do sertão, mas que é fervorosa na sua vida com Deus, do que uma igreja enorme que já não conhece mais o amor de Deus. Pensemos nisso.

 

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