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Banalização do Pastorado

Um dos acontecimentos recentes do meio evangélico que mais tem me chamado a atenção e me preocupado é banalização do pastorado. Hoje em dia qualquer um sai por ai dizendo que é pastor e ás vezes nunca nem foi ordenado por igreja nenhuma.

 

Nas gerações passadas um pastor era alguém que tinha experiência, vocação, conhecimento bíblico, um bom testemunho dentro e fora da igreja e amadurecimento espiritual. Além disso, ele precisava que a congregação reconhecesse seu chamado. 

 

Hoje em dia muita gente que não foi ordenada por igreja nenhuma sai por ai abrindo igreja visando lucro, comercializando a fé cristã. Isso é uma vergonha!

 

Outros, com o crescimento do neopentecostalismo, vão a algumas dessas grandes igrejas do ''evangelho fast-food'' e só porque têm um pouco de facilidade em falar em público já são ordenados pastores. Sem contar aqueles casos onde pastor presidente ordena um membro ao pastorado só porque ele dá um dízimo alto e o pastor presidente tem medo de perdê-lo.

 

Não vou citar todos os casos absurdos porque esse texto ficaria enorme e nem sei se teria fim a lista, mas vou citar mais alguns.

 

Algumas pessoas que tem o dom de cantar crescem e se destacam na igreja. Isso é ótimo, porém isso faz delas talvez boas líderes de louvor e não pastoras. Hoje basta a pessoa crescer no louvor e já vira pastora. Não estou afirmando que não podem haver líderes de louvor que têm vocação pastoral, o que estou afirmando é que isso não é uma regra.

 

Até mesmo quem tem o dom de pregar não quer dizer que possui vocação pastoral. Já conheci ótimos pastores que não pregavam muito bem e conheci ótimos pregadores que se dessem uma igreja para eles dirigirem em uma semana eles destruiriam ela. Todo pastor deve minimamente saber pregar, contudo nem todo pregador será um bom pastor.

 

Voltando as características que tinha elencado dos pastores de antigamente irei comentá-las, pois elas devem ser as marcas também dos pastores de hoje.

 

Experiência e amadurecimento espiritual são primordiais. Qual a diferença entre um membro e um pastor? O pastor não é melhor do que o membro, mas ele possui a experiência. Pastorado não é algo para novo convertido. Pastorado é para quem já tem maturidade espiritual e sabe lidar com os desafios da obra de Deus. E isso não quer dizer que jovens não podem ser pastores, pois existem jovens que já possuem certa maturidade espiritual e pessoas mais velhas que continuam imaturas na fé.

 

Ainda nessa questão da experiência (não é obrigatório, porém ajuda) é bom que o pastor tenha passado pelo diaconato e tenha liderado um departamento antes. Como alguém quer ser pastor se sequer conseguiu liderar com sucesso um departamento de uma igreja? Ou jamais soube o que é servir uma congregação?

 

Vocação é outro ponto importante. Nem todo mundo tem chamado para ser pastor. Alguns foram chamados para serem mestres, cantores, missionários, diáconos, líderes, administradores, outras funções e ainda aqueles que não foram chamados para exercerem ministérios na igreja, mas para pregarem o evangelho e fazerem a diferença em suas profissões seculares. Apenas se a pessoa possui uma verdadeira vocação deve partir para o pastorado.

 

Conhecimento bíblico é a marca que mais tem sido negligenciada. Não necessariamente precisa ser o pastor formado em teologia, até porque existem muitas pessoas que tem diploma e não sabem nada de teologia que passaram na faculdade colando, mas ele precisa ser alguém apegado ao estudo e a pesquisa bíblica. Deve ser bem informado sobre o que acontece ao seu redor e estar preparado para ensinar suas ovelhas. Lembre-se que o pastor é responsável pela doutrina de sua igreja.

 

Para finalizar as características elencadas, temos o testemunho do pastor. Quem ele é de verdade? Não adiante ele ter pregações bonitas se não dar um bom exemplo. E esse bom exemplo não é só na igreja, mas em casa, na sua rua, no seu trabalho, na internet e em diversos outros âmbitos. Deve ser bem visto pelos da igreja e pelos de fora.

 

Felizmente temos ainda muitos bons pastores, mas temos que ficar alertas para que o pastorado não seja banalizado. E esse cuidado começa por você. Se você sente que possui uma vocação pastoral procure se preparar antes que você será grandemente usado por Deus.

 

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