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Evangelho Fast Food

Fast Food

Não sou um cristão politicamente correto desses, que influenciados por ideologias de esquerda e pela mídia, defendem aborto, radicalismo do movimento gay, partidos de extrema esquerda, que a verdade é relativa, que não podemos criticar moderadamente outras religiões, que o divórcio para cristãos pode ser feito por qualquer motivo, que o importante é ''fazer o bem'' sem precisar seguir doutrinas bíblicas, que o cristão não pode influenciar na política em qualquer nível e outras demandas da sociedade pós-moderna corrompida. Essas pessoas parecem se pautar mais pelo que assistem no programa da Fátima Bernardes, do que pela Bíblia Sagrada que é regra de fé e prática do Cristão. Contudo, se criticasse apenas movimentos políticos, grupos e seitas fora do meio evangélico e fechasse os olhos para o que acontece no meu próprio arraial seria apenas um hipócrita. A crítica quando feita de maneira certa começa por nos mesmos e pelos ambientes que vivemos.

 

Seguindo esse pensamento um dos grandes problemas que tenho visto no meio evangélico e que acredito ser digno de crítica, é o chamado ''evangelho fast food''. Fast Food traduzindo para o português significa comida rápida. É aquele lanchinho gostoso rápido que você come quando está com fome e não tem tempo para fazer algo mais demorado e que dê mais sustância. Muitos evangélicos encaram o evangelho como um fast food. Eles querem ir á igreja apenas quando estão passando por algum problema urgente ou quando estão afim, como se a igreja fosse apenas um pronto-socorro para os casos de urgência e um cinema que se vai quando dá vontade de assistir um filme novo.  Já existem até muitas igrejas baseadas em atender esse público, onde os pastores trabalham apenas com campanhas e não existe uma reunião específica sequer para ensinamento bíblico. Não nego que a igreja é um pronto-socorro para os necessitados e que se possa ter alegria em culto, mas é necessário que haja um compromisso mais profundo com Deus.

 

Deus não quer apenas suprir nossas necessidades imediatas, ele se apresenta como um pai ou amigo que quer ter um relacionamento conosco. Ele quer se fazer conhecido por nós. Reduzir a Deus apenas para os nossos momentos de dificuldades, é colocá-lo dentro de uma caixinha pela qual ele não cabe. Deus é um ser transcendental, eterno e grandioso pela qual não conseguimos conhecê-lo totalmente. Por isso Óseias 6:3 diz ''conheçamos ao Senhor e prossigamos em conhecê-lo''. Conhecer a Deus é um ato contínuo que de maneira alguma termina aqui na Terra. Mesmo aqueles que já são velhos na fé possuindo mais de 30 anos de cristão, que são pastores, que são teólogos, bispos, mestres e acreditam conhecer a Deus de maneira vasta não conhecem tudo a respeito dele. Deus é uma constante incógnita para nós. Agora o pouco que conhecemos dele é suficiente para amarmos ele e obedecê-lo. O mistério chamado Deus se revela a nos através da pessoa de Jesus Cristo demonstrando todo o seu amor na cruz do calvário.

 

Está na hora de tirarmos nossas Bíblias Sagradas da gaveta empoeirada e estudá-la com todo fervor de nossos corações. Passou do momento de aparecermos naquela livraria teológica evangélica e comprarmos bons livros para adquirirmos conhecimento formal de Deus. É urgente que entremos para os nossos quartos e fechemos as portas para bater um papo com Deus como faz tempo que não temos. As teologias atuais, como a da prosperidade, têm tirado de nos nossa essência e a devoção cristã. Têm elas nos tornado idolatras até mesmo das bênçãos e não adoradores do Abençoador. Perdemos a fome de conhecer a Deus e a trocamos pelo anseio da promoção do emprego, do carro do ano, da casa nova e da conta bancária abastada. Coisas que são secundárias na vida de um cristão se tornaram prioridades. Voltemos ao evangelho genuíno enquanto é tempo e abandonemos o evangelho fast food.

 

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