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Como Um Deus Bom Condena Pessoas ao Inferno?

Muitos ateus têm problemas para acreditar em Deus por causa da existência do inferno. Eles argumentam que um Deus que condena pessoas eternamente a um inferno de fogo não poderia existir ou se existe não é um Deus bom. Essa questão não fica restrita apenas aos círculos ateístas, mas adentra também nos círculos cristãos. Prova disso é a teoria teológica aniquilacionista. Essa teoria diz que após o juízo o final os ímpios serão aniquilados deixando assim de existir em vez de ficarem eternamente sofrendo no inferno. 

 

O aniquilacionismo é antibíblico, mas não quero tratar neste momento da análise bíblica dele. O ponto que quero demonstrar é que é possível conciliar sim a ideia da bondade de Deus com a condenação dos ímpios ao inferno.  Essa conciliação que demonstrarei é uma conciliação lógica, ou seja, se o problema em conciliar essas duas ideias for emocional o que a pessoa precisa é de aconselhamento pastoral ou de aconselhamento de um cristão mais experiente. 

 

A primeira coisa que devemos fazer para chegar a tal conciliação é tirarmos da cabeça a ideia de um ''Deus Papai Noel''. Algumas pessoas acreditam que Deus é um velhinho bonzinho que sai por ai entregando bênçãos para os seus filhos. Às escrituras revelam um outro Deus. Um Deus que é espírito, que é imanente, que é transcendente, que é soberano e que é santo. É verdade que Deus é inteiramente bom, mas ser inteiramente bom inclui ser inteiramente justo. E de acordo com Aristóteles justiça é dar cada um o que lhe é devido. Deus não é somente pai, mas também juiz de todo o universo.

 

Se uma pessoa é justa (justiça essa advinda não dela mesma, mas de Cristo) merece ser recompensada (ir morar no céu) e se uma pessoa é ímpia (injusta) merece ser punida (condenação ao inferno). Acredito que até aqui não existe grande problema. O problema maior eu vejo que é pelo fato de o inferno ser eterno. Ora se a pessoa cometeu pecados durante um tempo finito por que ela deve ser punida por um tempo infinito?

 

Quanto a essa a pergunta eu tenho dois argumentos:

 

1- a condenação ao inferno não é baseada em um critério quantitativo, quantos anos a pessoa ficou em vida pecando e quantos anos ela passará no inferno para pagar esses pecados, mas em um critério qualitativo. O que é levado em consideração é contra quem aquela pessoa pecou. Ou seja, quem infringe a lei assassinando um cidadão comum recebe uma pena, quem infringe a lei assassinando o presidente da República receberá uma pena maior e quem infringe uma lei eterna contra um Deus eterno receberá uma pena eterna.

 

2- no inferno o pecado não cessa. A condenação no inferno é contínua, pois o pecado lá é contínuo. As almas condenadas ao inferno continuarão lá a blasfemar e a ofender a Deus e não se arrependerão fazendo com que o pecado permaneça e, consequentemente, a condenação também.

 

Entender que Deus é amor e misericórdia, mas também é justiça e santidade é a chave para compreendermos a condenação ao inferno. Lembremos que o nosso Deus é multifacetado. Seus atributos morais são múltiplos e se complementam. Uma visão simplista e rasteira focada apenas naquilo em Deus que nos agrada não permitirá que vejamos a verdade e entendamos a vontade divina. Estudemos mais as escrituras para que ele nos revele seus desígnios.

 

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