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A Igreja Pode Influenciar a Política?

Política

Queridos existem muitas pessoas hoje que defendem que não pode haver bancada evangélica, que cristão não pode influenciar a política, que igrejas não podem se posicionar politicamente e que igreja e política tem que viverem totalmente separadas. Que nos como cristãos de discernimento e que temos a Bíblia Sagrada como base de fé, além da Constituição Federal como base de nossa cidadania, não caiamos nesse jogo hipócrita e sujo.

 

Bem verdade é que a união total da Igreja com o Estado, nos moldes da Idade Média, usando o aparelho estatal para obrigar os outros a seguirem nossa fé não pode haver de maneira alguma. Muito menos pode haver politicagem onde o pastor vende os votos da igreja para um político (o chamado voto de cabrestro). Nem ainda o púlpito pode ser usado para propaganda partidária, pois é um local santo para exclusiva pregação do evangelho.

 

Todas essas coisas são lamentáveis e que entristecem o coração do Espírito Santo. Entretanto a nossa Constituição Federal zela pela pluralidade política, ou seja, pela variedade de opiniões, ideologias e partidos. A opinião cristã também pode influenciar a sociedade. Nossa civilização ocidental foi criada e desenvolvida a partir de valores cristãos. Não se pode obrigar, mas se pode influenciar. O cristianismo não é apenas uma religião, mas também uma cosmovisão (visão de mundo).

 

O chamado Estado Laico é uma invenção protestante. Lutero era a favor da separação entre Igreja e Estado. Essa separação é no sentido de a Igreja não pode utilizar o aparelho estatal para obrigar, porém, mais uma vez, não diz nada sobre a igreja emitir opinião e influenciar. Foi por causa do entendimento que podemos influenciar que pessoas como o pastor Martin Luther King, lutaram pelos direitos civis dos negros. A fé cristã foi um dos pressupostos da luta de Martin Luther King.

 

Assim como todas as pessoas religiosas ou não são influenciadas por visões de mundo, podemos nos basear em nossa visão de mundo e na Constituição Federal para emitirmos opiniões sobre política. Podemos sim ser contrário ao aborto, podemos sim considerar o casamento civil como algo exclusivamente hetero devendo ser criado outro instituto para proteger os direitos de sucessão dos gays, podemos sim ser contra a legalização das drogas e influenciar em outros temas controversos. Mais do que isso podemos influenciar para termos um país como menos corrupção e miséria.

 

Marxistas, ateus, humanistas, maçons, lideres sindicais, atores, humoristas e outras pessoas podem dar sua opinião. Dizer que somente o cristão e a Igreja não podem dar opinião, além de discriminação é uma afronta a Constituição Federal. Nossa cidadania celestial não exclui nossa cidadania terrena. Uma complementa a outra.

 

Queridos, que possamos refletir sobre isso e venhamos influenciar a sociedade de maneira saudável. Penso que também temos algo a acrescentar ao debate político nacional. Ser cristão não é só ficar uma noite de domingo em uma igreja. Ser cristão é iluminar a sociedade em todos os seus ramos, inclusive na política. Pensemos nisso!

 

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